Venezuela Parte 2: a chegada e dicas sobre o câmbio

[Continuação de “Venezuela Parte 1: a preparação (ou onde conseguir informações para uma viagem)“]

Chegamos em Caracas
no final da tarde de um domingo. Ao chegar todos devem passar pela migração. É um procedimento simples e rápido, ainda que a fila possa assustar (chegaram uns 3 vôos além do nosso). Você pode pegar qualquer fila, o importante é ir pra o atendente que tenha escrito “estranjero” (estrangeiro) na frente. E este é apenas um procedimento de entrada, você não precisa desse papel para sair do país. Portanto, se você o perder, não tem o menor problema. (Esta informação é importante, pois pode evitar que você tenha que ir ao consulado e á migração para obtê-la) Depois da migração você pega a sua bagagem. Algumas pessoas já te abordam ali para fazer o câmbio de dólares por bolívares. Em todos os lugares que lemos nos recomendaram ter muito cuidado com essas pessoas, quase sempre não são confiáveis. Na dúvida, diga não. Para pegar a bagagem é bem simples: você vai e pega a sua bagagem ali. Não há nenhuma conferência. Depois você tem que preencher um formulário declarando o que carrega na bagagem, além dos seus dados. É um formulário simples, basta preencher e entregar antes do raio X de saída. Feito isso, pronto, você entrou na Venezuela.

O câmbio funciona um pouco diferente na Venezuela. É assim: o câmbio oficial paga 4 BSF (Bolívares Fuertes – a atual moeda da VEN) por 1 dólar. Já no câmbio paralelo (ou negro) a taxa fica de $1 pra 7 BSF, no mínimo [cotação de setembro/2010]. Não compre bolívares por menos e sempre tente negociar para mais.

Explicando: esta diferença de câmbio acontece porque na Venezuela as pessoas tem que declarar para que vão usar os dólares, o que torna o acesso a esta moeda muito difícil, por isso muitos venezuelanos fazem câmbio de dólares por bolívares, e por isso eles pagam bem mais que o câmbio oficial. Outro motivo para esta diferença, que eu não entendo muito bem, é a política do Chávez (talvez o Vitor Taveira, um apaixonado especialista em América Latina, possa lhe explicar melhor).

Seguimos recomendações para fazer o câmbio na lojinha da AVIS no Aeroporto Internacional (o aeroporto de Maiquetia tem duas partes, a nacional e a internacional, que ficam no mesmo lugar, mas em prédios separados). Conseguimos por 8,0 BSF, foi uma das melhores taxas que conseguimos. Nas outras vezes, trocamos com taxistas (que nos ofereceram e fizeram uma boa taxa) e no hotel (depende do hotel).

Em geral é fácil trocar, mas você deve ficar atento, MUITO atento. Algumas dicas para fazer o câmbio na Venezuela: anote o número de cada cédula de dólar que você trocar, se possível leve uma fotocópia delas, é importante que vejam que você tem o registro delas, isso ajuda em caso de furto ou algo do tipo; não faça o câmbio no aeroporto com aqueles caras que oferecem logo na saída, a maioria não é confiável – como todos dizem; de preferência, faça o câmbio com algum conhecido de lá; se não tiver nenhum conhecido, procure lugares confiáveis, como lojas, hotéis e taxis oficiais (taxi oficial = placa em cima + adesivo na lateral + motorista de uniforme); nunca aceite notas muito baixas, elas são mais fáceis de enganar (pela quantidade) e de serem falsificadas, por isso sempre peça notas de 50 e 100 BSF, é melhor também porque você fica com um bolo de notas bem menor no bolso; sempre fique muito atento nesta hora, confira nota por nota se está certo; confira com as notas esticadas, nunca com elas dobradas (notas dobradas podem ser repetidas e você nem perceber, aí conta duas quando na verdade é uma nota); se estiver acompanhado, combine que uma pessoa vai negociar e outra vai ficar observando TUDO ao redor (as malas, as bolsas, a presença da polícia, o movimento atrás da pessoa, como o cambista está fazendo o câmbio, enfim, ficar de olho para qualquer movimento estranho); nunca faça o câmbio perto da polícia, por mais normal que o câmbio paralelo possa ser, ainda é uma atividade ilegal. Seguindo estas dicas e ficando sempre atento, não tem problema. Trocamos o dinheiro algumas vezes, e somente uma vez o cara (da AVIS) quis nos dar muitas notas de 10 BSF, pedimos para trocar e tudo bem. Sempre deu certo, então, não se preocupe, apenas siga estas recomendações.

[Continua em “Venezuela Parte 3: a Isla Margarita“]

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17 pensamentos sobre “Venezuela Parte 2: a chegada e dicas sobre o câmbio

    • Oi Ricardo!
      Fiquei apenas na praia do hotel, não deu tempo de fazer os passeios (é, vou ter que voltar pra conferir melhor, hehehe).

      Abraços, Stefânia.

    • Olha, isso eu não tenho nem ideia. Tudo o que comi na Isla Margarita estava incluso no hotel. Não vi nada de lagosta não, mas sempre tinha uma opção de peixe nas refeições.
      Em Caracas também não comi isso.
      Sugiro entrar em contato com um dos blogs linkados no post, o úlitmo, se eu não me engano, é o de uma brasileira que organiza turismo em Isla Margarita. Ela vai poder te esclarecer isso, provavelmente.

  1. oi tudo bém…
    meu anjo estou indo pra margarita de carro com minha FAMILIA e gostaria de saber quais as dificuldades q posso ter se vc pode me previnir de alguma tipo troca de dinheiro etc….

    • Olá Isabel,
      não sei que dificuldades você pode ter indo de carro não. Lá eu usei táxis credenciados só.
      Para trocar dinheiro é só seguir essas dicas que eu coloquei no texto. Se não mudou muito, não tem erro.

      Se tiver mais alguma dúvida é só falar.

      Abraços.

  2. Obrigada pela sua resposta.
    Será que se a cotação que a AVIS me der for boa eles trocam um valor maior? Afinal somos 3 mulheres e 2 são consumistas ao extremo. Na Isla você conhece algum local para fazer câmbio sem ser oficial que você possa indicar? Obrigada

    • Ei,
      não recomendo trocar valores muiiiiito altos não, porque é mais fácil de eles colocarem notas falsas junto. É melhor ir trocando de tempos em tempos e nunca aceitar notas muito baixas, sempre as mais altas.
      Na Isla fizemos o câmbio com taxistas e deu tudo certo, foi bem tranquilo.
      Desculpe a demora para te responder 🙂

  3. Olá
    Escrevi ontem, mas não sei utilizar esta ferramenta direito e acho que nada aconteceu.
    Gostaria de saber se a AVIS faz câmbio sem eu alugar carro ? Parábéns pelas suas dicas e opiniões, já que as outra que li ou tudo é um paraíso ou um horror. Obrigada

  4. Olá
    Adorei a forma que você escreveu e suas informações, pois a amioria das coisas que li ou as pessoas te aterrorizam ou dizem que tudo é maravilhoso. Estou receosa quanto ao câmbio, não havia ouvido falar da AVIS, que pelo que sei a agência de aluguel de carros. Não vou alugar carro, será que eles farão câmbio para mim no câmbio negro ? Parábens e obrigada

    • Olá Victória,
      Fico feliz por você ter gostado do texto, obrigada 🙂

      Eu também não aluguei carro e troquei dinheiro mesmo assim. Isso é normal por lá, todo mundo troca dólar, mas em alguns lugares (hotéis mais caros, por exemplo), eles só trocam na taxa do câmbio oficial, que não vale a pena.

      Pra trocar na Avis é bem fácil: basta olhar ao redor se não há nenhum policial passando ou por perto e perguntar onde que troca dolár. Eles provavelmente já irão te oferecer ali mesmo. Se eles não oferecem você pergunta se ele pode trocar um pouco pra você. Aí negocia o valor do câmbio e faz a troca. Sempre bem atenta a tudo e não aceite notas baixas, pois são mais fáceis de serem falsificadas. (não tivemos problema com notas grandes para troco, por exemplo)

      Abraços.

  5. Olá Stefânia..Meu nome é natália e vou para margarita semana que vem. Comprei a passagem de Caracas para Margarita pelo Site Decolar.com ….Comprei a passagem para voar na conviasa..
    vc comentou q teve q pagar imposto (taxa de embarque)..será q comprando pelo Decolar também terei q pagar mais impostos qdo chegar lá?
    Vc também comprou pela Decolar.com??
    Bjos Nati..

    • Ei Natalia!
      Olha, acho que você vai ter que pagar a taxa antes de embarcar sim, porque compramos a nossa pela internet também (no http://www.lastminute.com/) e tivemos que pagar essa taxa de embarque.

      Recomendo que você troque o dinheiro antes e pague a taxa já em BSV, pois se deixar pra pagar em dólares vai ser cobrada o câmbio oficial, que é mais caro.

      Se tiver mais alguma dúvida, fique à vontade!

      E boa viagem!!! (Não se esqueça de aproveitar pra fazer compras na Isla Margarita, lá os produtos são bem mais baratos pois é duty free 😉 )

      Abraços,
      Stefânia.

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